terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

Tempo


Tempo, teu tédio é fascista
Mastiga-nos muito, minuciosamente
Depois, nos mente...Mente!
Tempo,teu tempero é fordista.

Tempo, és todo tênue,
Encontras nos relógios,
Sempre, quaisquer senzalas...
E assim, do nada, te calas.

Não fale,tão mudo,
Por onde vive o teu remédio.
Arrasta, arranha, avisa, Assanha
O mundo morgado pro Tédio.

Que Câncer moderno!
Que sangra nos dizendo-"que tédio!"
Faça-nos suar no inverno,
Por qualquer segundo de assédio

Quando berras teu silêncio mais alto,
Em tic-tacs trêmulos de ponteiros tortos.
Achas que estamos, todos, mortos...?

Tempo,o que te resta pra partir,
Não te consome tanto,
O quanto o mundo quer sentir!

Um comentário:

  1. Boquiaberta ainda pelo poema, muito muito bom. Adorei seu blog.

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